16 September 2017

Summer memories


Num mundo tão instantâneo, estamos sempre a tirar, editar e partilhar os nossos momentos, intímos ou públicos, com a nossa família, amigos ou apenas seguidores. A fotografia é tirada num segundo e publicada em meio. Passam dias, semanas e anos, e mais fotografias enchem a nossa galeria da vida.

Mas há simplesmente momentos que não podem ficar esquecidos no meio de jantares de sushi, gatinhos ou selfies de amigas. Há momentos que são especiais e memoráveis e merecem ser guardados ou expostos na vida real.

A SQUARED ONE, um serviço de impressão de fotografias de Praga, veio responder a esta prece. Eles tornam palpável algo que antes não o era.


Todos os meus momentos preferidos deste verão estão agora impressos para eu nunca me esquecer deles. Momentos como a vez em que eu e os meus amigos fomos andar de gaivota no mar, a vez em que a minha amiga Clara me arrastou até à Comporta, o hotel onde eu e a minha família ficámos no Algarve, a vez em que fiz paddlesurf na ilha da Calheta e a vez em que descansei no sossego de uma herdade na Zambujeira do Mar.


Se quiseres conservar os teus momentos deste verão (ou de sempre), participa no giveaway da minha conta de Instagram. E se quiseres imprimir as tuas memórias, visita o site da Squared One para mais informaçōes.

13 September 2017

Le Petit Prince, Culture Café


Ah, cafés conceito em Lisboa. A cada passo que dou, encontro um novo. Isto quase que parece Paris, mas só quase.

Há nove meses, o Jean-Pierre, depois de ter dado várias voltas ao mundo e de ter vivido na Suécia e no Brasil, decidiu assentar e construir o seu próprio cantinho. O sítio escolhido foi, nada mais nada menos, o Príncipe Real – bairro mais na moda seria impossível de arranjar. 

A complementar os dois outros cafés que lá existem, o Copenhagen Coffee Lab e o Tease, o Le Petit Prince, Culture Café vem encher a Praça das Flores com ainda mais cultura e qualidade.


Num espaço que outrora fora uma simples papelaria/tabacaria, hoje exibe peças que nos levam para uma outra era. Há relíquias e história em todo o café: os bancos eram do metro de Paris de há 50 anos atrás, as mesas altas e cadeiras eram antigas escrivaninhas de escola, os livros de filosofia e para crianças, muitos escritos em francês, holandês, japonês e, alguns, em português, são de versões quase originais, e o saco de viagens da TAP era dos anos 50.

A nostalgia é um sentimento esmagador quando aqui se entra. Parece que entramos numa  época onde tudo era mais simples.


Além de toda a cultura que Jean-Pierre instalou neste pequeno canto, o menu que ele mesmo prepara está repleto de produtos de qualidade. Como almoço, Jean-Pierre serve tartines vegetarianas com húmus, tofu ou abacate e tartines quentes com queijo cabra, figos, presunto e tomate seco. 
Para lanchar, há croissants franceses com recheio de mascarpone, compota ou simples. E diversas bebidas cafeinadas, como o tradicional cappuccino ou latte, em versōes quentes e frias, e o matcha latte – o meu preferido. Aqui, o matcha é suave e encorpado – um aspecto que demonstra a qualidade deste chá verde em pó (caso contrário, teria um travo amargo).

Os grãos de café são do Fábrica Coffee Roasters – o primeiro coffee shop de qualidade que abriu em Lisboa. Os chás são da Companhia Portugueza do Chá. E os doces, que no início eram do L'Éclair, são, agora, da Tartine do Chiado. 


Assim como 'O Principezinho', o Le Petit Prince no Príncipe Real tem como princípio demonstrar a sua vertente humanitária e cultural. Por isso, da próxima vez que vistares este espaço, não te esqueças de fazer o bem num mundo que tanto mal tem e de cultivares amizades improváveis.


Rua Cecilio de Sousa, 1ALisboa

11 September 2017

Voltar


Papéis para tirar notas, cartas enviadas pelos correios, mapas de estradas e relógios de pulso. Tudo sofreu uma evolução digital e tornou estes objectos, que antes eram imprescindíveis para um dia-a-dia, obsoletos. Mesmo resistindo aos poucos a esta evolução, o mundo acabou por aderir por completo a esta nova forma de simplificar a vida. Saca-se do telemóvel e aponta-se notas em apps, enviam-se e-mails instantaneamente, navega-se pelos mapas interactivos e veem-se as horas.

No entanto, ao chegarmos ao pico da euforia em querer tornar tudo mais acessível e substituível, eu tenho sentido uma enorme nostalgia e necessidade de retornar aos tempos antigos onde as coisas eram palpáveis.

De tempos em tempos, envio um postal a amigos quando estou fora noutro país, pego em mapas de cidades e exploro-as sempre com ele na mão (mesmo que me perca mais vezes), e prefiro escrever a minha to do list à mão, pois sabe melhor riscar os itens com uma caneta de tinta.

 

Foi pela grande activação da Daniel Wellington nas redes sociais que conheci esta marca sueca de relógios. Ao ver grandes influencers a promoverem peças intemporais e, ao mesmo tempo, modernas, algo me deu a volta à cabeça e impulsionou em mim o desejo de ter um DW só para mim.

Quando surgiu a oportunidade, agarrei-a. E escolhi o modelo Classic Petite 32mm Melrose na cor rose gold. Dizem que é "o derradeiro acessório de moda" pelo seu design minimalista e refinado, com uma bracelete em rede leve e confortável – para mim, qualquer modelo já era um upgrade aos Swatches coloridos que usava em criança.

Estou muito contente por ter um pedaço de "antiguidade" comigo – desculpem o meu discurso a la millennial. Agora já posso viajar para Paris numa avioneta, pegar no meu mapa que sinaliza todos os monumentos e ver quando é a hora do chá.

Se quiserem regressar ao passado comigo, podem usufruir de 15% de desconto na compra de um Daniel Wellington com o código de desconto MOIBYINES. Se precisarem de inspiração, basta procurarem a conta @danielwellington ou o #danielwellington no Instagram e vão ver como quererão um destes também – mesmo que nem saibam ver as horas num relógio analógico.



07 September 2017

Portugal is my city


Na verdade, Lisboa é a minha cidade.

Viajar pelo mundo fora é a coisa que eu mais adoro fazer. É a coisa em que menos me importo de gastar dinheiro ou de perder tempo. Aliás, nunca é tempo perdido quando viajamos. Eu posso voar para Paris e subir à Torre Eiffel, ou para Berlim e percorrer o quilómetro do muro, ou até viajar para Miami e descansar nas extensas praias de areia branca. Mas nada se compara a regressar a casa, à nossa cidade, onde sempre vivemos, onde a nossa família fica e a nossa alma se encontra.

Lisboa é a minha cidade. Foi onde eu nasci e cresci. É uma cidade pequena com mar e terra, edifícios e parques. É uma das cidades mais coloridas e brilhantes, com as suas ruas de calçada branca e casas pintadas de rosa. Eu não tenho vergonha em dizer que sou daqui, na verdade tenho muito orgulho.

A Mujumaps fez o meu orgulho tornar-se realidade e ofereceu-me um mapa. Disseram-me "podes escolher qualquer cidade no mundo!". E sim, podia ter escolhido Paris, Berlim ou até Miami, mas porque não escolher a única cidade no mundo a que posso verdadeiramente chamar de casa?

Aproveita 20% de desconto de qualquer compra que faças no site da Mujumaps com o meu código MOIBYINES20. E não te esqueças de partilhar no teu Instagram com o #mujumaps.


[EN]: In fact, Lisbon is my city. 

Traveling the world is the one thing I love the most. It's the thing I don't mind spending money on nor wasting time. Because, actually, it's the best time well wasted. I can travel to Paris and climb the Eiffel Tower, or to Berlin and run the wall's mile, or even to Miami and spend the day at the beach. But nothing, and I mean nothing, compares to coming back home, to your city, where you have always lived, where your family lives and your soul is found.

Lisbon is my city. I was born and raised in Lisbon, the capital of Portugal (not Spain!). It's a small town with both sea and land, skyscrapers and parks. It's the most colored city and the brightest, with white cobblestoned streets and houses painted in pink. I'm not ashamed of being from here, in fact, I am very proud to say I'm from Lisboa.

Mujumaps made my pride come alive and offered me a map. They said, "you can choose whatever city in the world!". And, it's true, I could've chosen Paris, or Berlin or even Miami, but why not choose the only city I can call my home.

Please enjoy 20% off of your map with the code MOIBYINES20. Don't forget to share it on your Instagram with the #mujumaps.


05 September 2017

Boa Bao


BOA BAO. Parece que já venho tarde em partilhar aqui que este restaurante pan-asiático abriu... De qualquer maneira, não consigo guardar a experiência que lá tive só para mim.

É verdade que já fui ao BOA BAO há algum tempo, antes do verão até. Mas ainda hoje salivo com os pratos deliciosos que pedimos e o atendimento impecável a que fomos sujeitos.

Antes de mais, gostava de explicar o que BOA BAO quer dizer. Entre muitos significados, o mais óbvio é este: BOA vem de Lisboa, o local onde fica o restaurante, e BAO vem da especialidade da casa, de origem taiwanesa, os gua bao, um pãozinho branco com variados recheios, como o pato desfiado.


É num ambiente descontraído e, ao mesmo tempo, animado, com vibes naturais e essência oriental que somos servidos um banquete pan-asiático. Pan quer dizer tudo. Ou seja, os pratos variam entre várias influências do sudeste asiático. Tal como podemos pedir uma entrada do Vietname ou da Coreia, podemos seguir o menu e encontrar pratos principais da China, Malásia, Laos, Cambódia e Tailândia, e terminar com uma sobremesa do Japão.

É uma verdadeira viagem de sabores por uma Ásia quase inteira, pela originalidade mantida ao confeccionar cada prato.

Começamos pelos cocktails e pelas entradas.


Para começar, pedimos duas entradas do Taiwan: 6 peças de dim sums vegetarianos gua baos de pato. Sabores leves e texturas pouco familiares. A aventura começava.


Para apimentar a viagem, trouxeram-nos uma cabeça de macaco para a mesa com rum e gengibre (penso eu, na verdade não me lembro muito bem. Pedi a bebida só pelo copo para a fotografia, mas acabei por achá-la divinal) e um cocktail cítrico sem álcool.


Já embalados e divertidos, chegamos à Tailândia. Deparamo-nos com um pad thai de tofu e vegetais, uma sopa grande de noodles de arroz, camarão e galinha, e um prato de noodles fininhos de arroz, lulas e camarão tigre preto. Um verdadeiro banquete que sacia e satisfaz, sem encher nem enjoar.


Antes de regressar a Portugal (ou à realidade), demos um saltinho ao Japão e provámos os deliciosos mochi: meias bolas de gelado de chá verde, sésamo, cacau e carambola envolvidos numa gelatina de arroz. O carpaccio de ananás foi a despedida semi-doce que nos pediu para regressar.

E vocês, por que países viajaram este verão?



Largo Rafael Bordalo Pinheiro 30, 1200-108 Lisboa

31 August 2017

Back to school


É verdade, amanhã começa o mês de retorno às aulas e retomo à rotina. É um mês de reinício para muita gente. Muitos entram num ano novo, num ciclo novo, numa universidade nova. Outros entram no seu primeiro estágio ou trabalho. É um momento de restart.

Ainda me lembro do meu primeiro dia de aulas do primeiro ano. Era o primeiro ano em que ia vestir um uniforme e estava entusiasmadíssima por o fazer. Ia deixar a bata de bebé da creche e ia vestir o fato de criança mais crescida. Saltei da cama num ápice quando a minha mãe me veio acordar, vesti a saia travada azul escura e abotoei a camisa branca com folhos no colarinho. Coloquei as meias altas no mesmo tom do que a saia e, toda orgulhosa, fui mostrar o outfit ao meu pai que estava a fazer a barba na casa-de-banho.

Bons tempos.

Por este momento estar tão vívido na minha memória, não resisti em comprar esta mini mochila na Zara (em saldos!). Talvez me fizesse também lembrar da mochila que me tinha sido oferecida quando passei para o terceiro ano. Era uma toda cor-de-rosa da Rapunzel.

Este ano não vou para o primeiro ano. Nem para o terceiro. É um ano de restart de algo que ainda não estou certa do que é. É o ano lectivo em que terei de reencontrar a minha paixão – que todos os semestres saltita de uma área para a outra.

E vocês? O que vão iniciar neste Setembro?


fotografia de Catarina Santiago

28 August 2017

Dear Breakfast


São Bento. Este bairro anda em altas! Tão próximo do Chiado, mas sem a sua confusão turística (por enquanto), este bairro tem sido o alvo para investidores internacionais e nacionais. Depois de ser inaugurado o YAO pressed juicery, o Hello, Kristof, o The Mill (este por um australiano), o L'Anisette, o Chippie La Galette e o Baguettes et Cornets (estes por franceses), abre mais um espaço dentro do mesmo conceito: decoração minimalista, comida de qualidade e donos internacionais.

Chama-se Dear Breakfast e serve tudo o que se possa querer num pequeno-almoço. Há ovos benedict, há tostas de abacate, há taças de açaí, há matcha lattes e até há sopas.



Numa espécie de cave renovada, os donos franceses trouxeram um mélange entre a Escandinávia e a Grécia para Lisboa. Uma decoração simples, com paredes brancas, plantas verdes e vivaças, mesas de mármore (!!!) e cadeiras super-confortáveis de veludo azul-escuro ou rosa-velho.



É certo que me senti em Paris quando olhei para o menu e para os preços. Um prato com ovos benedict, salmão fumado em brioche custa €9. Daí, quando se olha à volta, 90% dos clientes falam línguas que não o português. Mas entende-se: um sítio em plena Lisboa, com decoração pensada ao pormenor, produtos frescos e orgânicos e simpatia tem de praticar preços mais altos. Não precisamos de ser sempre semíticos, vá uma vez por mês sabe bem gastar um pouco mais e desfrutar do sítio onde vamos tomar a primeira refeição do dia.



Rua das Gaivotas 17, 1200-649 Lisboa